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Obesidade, emagrecimento e gordura localizada
A fadiga em corridas de aventura

Titulo: A fadiga em corridas de aventura

Hoje uma das maiores preocupações de atletas e treinadores no esporte, em geral, é a relação entre esforço e recuperação, os atletas que tem essa relação aprimorada, tem muito mais chance de conquistar uma vitória e de estarem mais aptos para duros treinamentos e competições.

Sendo a corrida de aventura uma modalidade que exige muito esforço, resistência física e psicológica, devemos compreender melhor o mecanismo de equilíbrio do esforço x recuperação e conhecer os processos que levam a instalação da fadiga.

A fadiga é um termo que muitos autores e pesquisadores do exercício tem se esforçado para esclarecer, mas muitas questões relacionadas a ela ainda permanecem sem respostas. Competições como o “Tour de France”, maratonas e corridas de aventura, caracterizadas como provas longas, propiciam variadas condições para o aparecimento da fadiga, seja fisiológica ou psicológica.

Em corridas de aventura, o estresse ambiental e a luta do atleta para superar o terreno, cria um ambiente propício para levá-lo ao limite do cansaço. A fadiga é gerada muitas vezes pelo descuido do atleta com a hidratação e a alimentação; há não verificação do equipamento e do vestuário corretamente; planejamento tático e técnico não respeitando as condições físicas e psicológicas dos integrantes da equipe e de não estarem preparadas para situações inesperadas.

Ao iniciar uma competição, o indivíduo sai de seu estado de homeostase (equilíbrio fisiológico em que o organismo se encontra), e começa haver uma luta do nosso sistema para a regulação das demandas energéticas que começaram a ocorrer. As reservas energéticas vão variar de indivíduo para indivíduo, o tamanho e a forma de utilização dessas reservas serão determinantes no desempenho do atleta.

As reservas de glicogênio muscular (forma na qual a glicose é armazenada no músculo) são aumentadas nas células musculares através do treinamento e alimentação adequada. A sensação de fadiga em exercícios prolongados segundo cientistas do esporte coincide com a diminuição do glicogênio muscular.

A falha de transmissão neural, realizada pelo sistema nervoso para ativação da membrana da fibra muscular, pode ser causada pela fadiga, devida talvez, a possível escassez de neurotransmissores hormonais e variação de cálcio e potássio nas células musculares. Alguns estudos sugerem que o sistema nervoso central (SNC), pode diminuir o ritmo do exercício a um nível tolerável para proteger o atleta. O estímulo verbal, a vontade de vencer, pode elevar o limiar de fadiga do indivíduo, mostrando que os limites do desempenho em exercícios exaustivos podem ser também psicológicos. A maioria de nós ouvimos ou vimos relatos de atletas que mesmo lesionados e estressados fisicamente conseguiram completar e até mesmo ganhar uma prova.

Todos esses fatores que causam fadiga e muitos outros que ocorrem ou não através desses são a base para se caminhar para um melhor planejamento de nossos treinos.

Com a sua ajuda, colaboração de atletas e de profissionais relacionados a área do treinamento desportivo e da saúde que estaremos de portas abertas para discutirmos inúmeras questões relacionadas a este esporte..

O homem é um ser complexo e para entendê-lo é preciso estudá-lo, montando um quebra cabeça de suas ações e reflexões. Para construir um atleta, leva tempo, dedicação e estudo, pôr isso, não podemos deixar de entender partes desse quebra cabeça se quisermos vencer.


WESLEY PARREIRAS BRANDÃO
Licenciado em Ed. Física pela UFMG
Especialista em treinamento desportivo pela UGF Integrante da equipe PLANETAVENTURAS de corridas de aventura.
Data: 08/04/2005 Hora: 13:18:22
 
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